Assembleia Geral de Sócios dos Bombeiros Voluntários da Murtosa

No passado dia 30 de Setembro, reuniu em Assembleia Geral de Sócios, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Murtosa.

Na reunião, foram apresentadas as contas de 2019, por João Dias Cruz, Presidente da Direção, e o balanço com o activo da corporação.

Segundo a demonstração de resultados entre 2018 e 2019, surgiu um fator importante, “conseguimos prestar mais serviços” e hoje na diferença entre os activos e passivos, a nossa Associação vale 867.000 euros, mas em termos de pessoas vale muito mais”.

Fruto da entrada de funcionamento da nova Equipa de Primeira Intervenção, em 2019, aumentaram os custos com pessoal, mas por outro lado, “vai aumentando os serviços à população, e o IPO já conta com os Bombeiros da Murtosa para muitos serviços, e cada vez mais a Murtosa é conhecida por responder onde outros não respondem”, salientou João Dias Cruz.

Assim, em 2019, o resultado do exercício, foi menos negativo do que no ano anterior, bem como o resultado operacional.

No que toca ao Relatório de Actividades de 2019, referiu-se que os investimentos que foram feitos, centraram-se sobretudo nas viaturas, que foram adquiridas desde final de 2018, “não realizamos certas coisas previstas”, assim “a pintura do Quartel, será uma prioridade a curto prazo, as medidas de eficiência energética, este ano estão a ser implementadas”.

“Temos protocolo com o INEM, que não é um protocolo em termos financeiros minimamente razoável para uma Associação de Bombeiros do nosso tipo”, porque “aqui, temos custos e saímos pouco, não somos minimamente compensados pelo serviço que prestamos, mas se não fosse isso, seria mau para a população da Murtosa, em caso de urgências, teria que aguardar por socorros de outros concelhos”, assume.

No total, as contas de 2019 contabilizam 774.225,40 euros de proveitos e 790.603,66 euros de custos, com o resultado de 16.378,26 euros negativos.

Estávamos no bom caminho, até que apareceu a Covid, e 2020, será diferente

Os procedimentos internos, as adaptações das instalações e a rotina de testes dos elementos dos Bombeiros, nos transportes e nas emergências, durante o auge do estado de emergência, foram aflorados durante a reunião.

Os números estão à vista, comparados com o ano de 2019, este ano, foram registadas quebras substanciais dos serviços da ARS, Hospitais, “as coisas agora já começam-se a aproximar da normalização, por sermos obrigados a um menor numero de doentes por viatura, mas podemos ter uma quebra talvez de 20 por cento na nossa faturação, o que trará implicações”, alertou João Cruz.

“Não esperávamos que acontecesse o que aconteceu, um vislumbre da situação atual, a Escola de Infantes e Cadetes está parada, não temos condições e temos que começar a apelar para aquilo que nos faz falta em termos operacionais”.

Destaque para os apoios da Câmara Municipal, na Eficiência Energética, mas nós “gastamos uma caixa de máscaras todos os dias, e vamos desenvolvendo a nossa atividade sem sobressaltos”.

Como prioridades está também a criação de uma Associação de Bombeiros da Área da CIRA, e a nossa Central de Comunicações durante a noite não é guarnecida por pessoal profissional, só com voluntários.

Por fim, os peditórios feitos este ano, revelaram-se melhores, tendo a Corporação, no Peditório pelas Freguesias arrecadado 18732,50 euros e no Autostop – 9688 euros.